SerraNEVADA - trilhos

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faria
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SerraNEVADA - trilhos

Mensagem por faria »

Boas,
A partir de 15 de agosto v tar pela serra nevada, será que alguem me esclareçe se posso meter-me fora de estrada por lá??
E um RoadBook da zona, alguem tem?? Algum percurso ou local de visita obrigatória, de preferencia por MausCaminhos??

Obrigado...

Ps.: Ouvi dizer que a LandMania organizou à uns tempos um passeio pelo deserto de Tabernas... Haverá disponivel o RoadBook desse passeio??
Isso era 5****

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toyjeep
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Mensagem por toyjeep »

Aqui segue a historia desse passeio pelo amigo Miguel Ruela:

Atenção que o texto é extenso

Subject: [LandMania] Desierto de Almeria by Miguel Ruela


Introdução

Depois de no ano passado ter sido convidado para ir aos Picos da Europa
com um grupo de amigos, gostei do conceito de fazer todos os anos um
desses fim de semana alargado, numa qualquer zona bonita de Espanha.

No Verão, o meu amigo Eduardo Coelho falou-me que tinha passado pelo
Desierto de Almeria, que era uma zona muito bonita. Soava a TT, pelo que
fui consultar o mapa e a Internet, e era uma ideia interessante, pois a
distância de Portugal podia ser coberta num dia, e a zona é bastante
utilizada para fazer Todo Terreno Turístico.



Devido a compromissos profissionais, mulher professora e miúdos no
secundário, escolhi o fim de semana da Páscoa para a viagem. Já só
faltava companhia para ir, definir percurso e escolher hotéis.

Coloquei o desafio no GD do Landmania e forma-se um grupo de
interessados, que no final iria ser constituído por 8 viaturas, 27
pessoas. Não foi fácil arranjar hotel com preços razoáveis, pois a
semana da Páscoa é época alta em Espanha, mas lá se conseguiu arranjar
um hotel de 3 estrelas em Mojácar, mesmo junto ao mar, muito simpático,
por cerca de 370 euros/casal e 550 para casal mais 2 filhos, para uma
estadia de 4 noites em regime de meia-pensão.



Arranjado o hotel, foi altura de escolher percursos. Ou se contratava um
guia ou se tentava arranjar uns tracks GPS. O Rui Marinho contactou os
seus amigos espanhóis, que lhe arranjaram dois tracks e eu contactei um
clube TT de Madrid, que organiza um passeio precisamente naquela zona,
que também me arranjou dois tracks. Analisados os tracks no MapSource,
verifiquei que todos eles iam alternando por estradões na zona
interessante a visitar, segundo várias crónicas que fui lendo.

Tomei então a decisão de fazermos o percurso exclusivamente seguindo 2
tracks GPS que seleccionei. O trabalho de preparação foi feito no
computador, a seguir os dois percursos escolhidos, cada um com cerca 75
km, numa escala de 150 metros. Umas boas horas de trabalho.



Resumindo, o programa definido consistia em:

- 1 dia para chegar a Mojácar

- 2 dias de percursos TT na zona do Desierto de Almeria

- 1 dia livre

- 1 dia para regressar



A navegação seria exclusivamente por GPS, seguindo os tracks
seleccionados. Contávamos com o meu Garmin iQue 3600, e os Garmin 176C
do Rui Marinho e Rogério Coelho, como backups. A aventura estava
definida.



1º Dia - A Ida

A viagem consistia em fazer cerca de 900 km a partir de Lisboa, e mais
de 1.000, para quem saía do Norte. O ponto de encontro era o jantar no
hotel em Mojácar. Saímos todos relativamente tarde de Portugal e o
primeiro a chegar foi o Eduardo Coelho que tinha partido na véspera. Eu,
o Luís Botelho e o Paulo Oliveira encontrámo-nos perto de Granada, e
fizemos o resto do percurso juntos. O Rogério também andava por perto.
Chegamos ao hotel por volta das 22:15 (tínhamo-nos esquecido que em
Espanha é uma hora mais tarde) pelo que já tínhamos perdido o jantar.
Todos, excepto o Rogério, que estacionou rapidamente o seu DSE e foi
directo à sala de jantar onde conseguiu convencer o responsável para os
deixar entrar. Acabámos por ir jantar a uma esplanada ali mesmo ao lado,
enquanto esperávamos pelo restante grupo. O Paulo Marques telefona à
meia-noite a perguntar onde é que era o hotel, pois já tinha feito três
vezes a marginal e não o tinha encontrado. Afinal estava em Almeria e
não em Mojácar, pois não tinha lido bem as instruções, e não tinha
encontrado no seu GPS a localidade Mojácar (sem acento). Problemas de
acentos no GPS!. Chegaram às 2 e meia da manhã.

O Rui Marinho e o Jorge Coutinho estavam muito atrasados, e acabaram por
só chegar por volta das 4 da manhã.



2º Dia - O rio

O dia acordou chuvoso, depois de uma noite a chover bastante, e apesar
de um pouco sonolentos, estava tudo preparado para a aventura. Seguimos
em direcção ao início do 1º track, em pleno Parque Natural de Gata e o
objectivo era seguir em direcção a Tabernas.

Encontrada a partida, lá fomos seguindo em caravana. O piso estava bom,
uns bons estradões, não havia pó e a chuva ia caindo. A paisagem estava
bastante verde, e quando saímos do parque natural, o verde da paisagem
transforma-se em branco, tal a quantidade de plástico das estufas.
Estávamos numa zona de grande produção hortícola em estufa. Passada esta
zona de maior planície, entramos numa zona de maior declives, onde os
grandes estradões continuam. Passagem por Níjar, numa rua bem comprida
cheia de lojas, onde as senhoras ficaram de nariz no ar, para lá voltar
para as compras.

Como a chuva não parava, acabamos por parar em Tujillo para os que não
tinham levado almoço, pudessem almoçar. A navegação via GPS estava a
correr bastante bem, e todos podíamos descontraidamente apreciar a
paisagem com que nos íamos confrontando.

Após o almoço, a chuva deixa-nos, e seguímos para fazer o resto do
percurso. Para nossa grande surpresa o GPS leva-nos para um leito de rio
que devia ali ter existido há muito tempo. O sol vai fazendo a sua
aparição e nós completamente fascinados pelo percurso, sempre no leito
do rio, que devido à chuva apresentava alguma água, com um piso misto de
areia, pedra e água. Após vários quilómetros entrámos numa zona com
alguns centímetros de água e o GPS a indicar que o caminho era mesmo por
ali. Pelo CB não conseguíamos traduzir em palavras o belíssimo percurso
que estávamos a fazer, pois o rio tinha cavado as paredes laterais e
formado o desfiladeiro onde circulávamos.

Eram cerca das 18:30 quando chegámos ao final do percurso, bem perto da
vila de Tabernas, completamente rendidos à beleza do percurso que
tínhamos feito. Só por aquele troço, já valia a pena ter lá ido.

Com a noite anterior mal dormida, terminou-se ali o dia, e foi fazer no
GPS "Route to" Hotel Indalo e passados 40 minutos já lá estávamos com
ele a indicar-nos os cruzamentos onde virar.

O jantar foi marcado para as 20:30 onde não parávamos de comentar o que
tínhamos visto, e sentido, naquela paisagem e percurso da tarde fora de
comum. Ainda para mais, tinha sido uma completa surpresa para todos, e
todos me perguntavam quando é que iríamos fazer outra vez o percurso,
mas no sentido inverso.

À noite o céu abriu um bocado, o que dava esperanças de bom tempo para o
dia seguinte.

Estatísticas do dia:

- Total km: 213 km

- Paragens: 1h 16m

- Tempo em andamento: 6h 7m

- Média: 34,8 km/h



2º Dia - A lama

Depois de uma noite bem dormida, lá nos encontramos ao pequeno almoço às
9:00. Afinal continuava um céu um bocado carregado pelo que começamos a
dizer que o S. Pedro já não era landmaníaco.

O percurso do dia começava mesmo em Mojácar, e segundo tinha visto no
computador, continha 3 passagens a vau de um rio, na parte inicial. Com
o que tinha chovido, eu estava um pouco apreensivo, mas não havia
problema, porque já tinha as alternativas preparadas para atingir o
track mais à frente, por estrada, caso não se conseguisse atravessar o
rio.



Entrados no estradão junto ao rio, que apresentava um bom caudal, afinal
a 1ª passagem está impraticável, mas tem um pequena ponte ao lado para
passar. Continuamos na zona do rio e chegamos à 2ª passagem. São uns
bons 10 metros de comprimento pelo que via CB peço um voluntário. O
Paulo Marques nem hesita (os Defenders são assim!) e aí vai ele. Água a
¾ da roda deixa-nos mais descansados, e lá fazemos a tradicional sessão
fotográfica com os nossos LR no rio, uns a levantar mais água que
outros.



Já com a sensação que o dia vai correr bem, lá continuamos o nosso
track. O sol faz-nos uma visita e o track leva-nos para as montanhas da
zona. Uma paisagem muito bonita, e os trilhos bem enlameados. Claro que
eu à frente com uns BFG AT é que tinha que abrir o trilho e houve zonas,
em estradões bem largos a subir e descer, com precipícios ao lado, que
tive que meter redutoras para não haver surpresas, pois aquilo
escorregava muito. Claro que nas zonas planas era um gozo danado, com o
Rui a assistir na primeira fila ao meu Defender, com os bloqueios todos
ligados, a tentar colocar os 172 cv no chão, sem grande sucesso.
Falou-se num saudoso Markku Allen, piloto de ralis, que não conseguia
andar a direito nas estradas de terra.



E a manhã foi-se passando de surpresa em surpresa. O percurso sempre a
subir e descer, contornando os montes, a bela paisagem finalmente
ensolarada, os estradões cheios de lama, um túnel de cerca de 100
metros, que nos surgiu no meio de um monte, que atravessámos
completamente fascinados, uns buracos que fomos transpondo e um troço
bem cheiroso, cujo cheiro invadiu o habitáculo das viaturas. Falou-se
que era rosmaninho, discutiu-se o aspecto dessa planta que ninguém
conhecia, e houve alguém que disse que cheirava a carne assada (já
estávamos perto do almoço!).



Já depois das 14 horas, estávamos a chegar a Sorbes, local previsto para
o almoço, quando ainda faltavam cerca de 8 km até ao final do percurso.
Devido à hora, decide-se ficar logo ali a almoçar. Encontrado um
restaurante junto à estrada, sentámo-nos e comemos bastante bem.
Estávamos completamente fascinados pelo percurso da manhã, onde houve de
tudo um pouco, desde a paisagem, cheiros das natureza e condução TT. Não
se podia pedir mais.



Acabados de almoçar por volta das 16:30, começa a chover novamente, pelo
que a ideia de ir ao Mini-Hollywood (local onde foram feitas filmagens
dos chamados "spagguetti cowboyadas" nos anos 60) é anulada e decide-se
ir ver como é o track chamado "Rota Super-dura".



O início é ali perto, no leito de um rio com alguma água, e passados 50
metros, deparamo-nos logo com uma "subidita", pequena mas com uma
inclinação muito boa, toda enlameada. Lá vai o Rui tentar, mas o RR com
AT não passa do meio. O Luís, com o Discovery com MT, também não
consegue, até que lá vai o Paulo Marques com o seu Defender com MT. A
muito custo, chega lá acima e consegue passar. O Luís tenta novamente e
consegue também. Continuava a chover e decidiu-se que, como não tínhamos
os LR preparados para aquele percurso, e devido ao adiantado da hora,
iríamos acabar o percurso da manhã e regressar ao hotel.



GPS a apontar para o percurso, entramos num bom estradão de terra, bem
escorregadio, mas plano. Cerca de 1 km mais à frente, aparece-me um
problema sério: uma inclinação lateral bem enlameada, com uma berma alta
do lado direito. Meto lá nariz para experimentar e aquilo é "manteiga".
O Rui confirma as minhas suspeitas "mete a roda na berma do lado direito
e boa sorte". Meto os bloqueios, 2ª baixa e lá vou eu, com o Defender a
abanar por todo o lado, mas sempre a progredir, a abrir um trilho.
Sucesso total, e é hora de sair do jipe e ver o espectáculo dos outros a
fazer a subida. Todos conseguiram, mas o Jorge Coutinho merece uma
menção honrosa por ser a primeira vez que fez uma coisa daquelas, e
estava completamente eufórico com as capacidades do seu novo Discovery.
O Rogério queria lá deixar o pára-choques, tal a velocidade com que fez
a subida.

Recuperados da emoção, lá continuamos naquele estradão enlameado, com
muito pouca aderência, que obrigava a manter os bloqueios todos ligados.
Passados 100 metros, curva à direita a descer. sem qualquer resguardo do
lado esquerdo. Decido fazê-la para ver se o percurso melhora, mas essa
descida, feita em 1ª baixa em aceleração, é seguida de uma subida muito
mais longa, também sem qualquer resguardo. Eu paro no início da subida e
aquilo era mesmo "manteiga". Digo pelo rádio para não vir mais ninguém
porque o terreno está muito perigoso. Eu, o Rui e Jorge, já estávamos lá
em baixo, pelo que não nos restava alternativa senão subir outra vez o
que tínhamos descido. Metida a 1ª baixa, aceleração constante, e durante
a subida a traseira a teimar em não seguir o trem dianteiro. Chegados lá
a cima e já refeitos da emoção, o Rui comenta: "É preciso vir a Almeria
para ter que abandonar um estradão devido à lama. Nunca me tinha
acontecido".

Claro que ainda tivemos que fazer o percurso inverso, pelo que a emoção
continuou por mais umas boas centenas de metros, mas aí já sem qualquer
perigo, só puro gozo de condução em lama. O Jorge não estava nele.



Acabámos por ir por alcatrão até ao nosso destino, Lucainenad de Las
Torres, uma aldeia bem simpática com uma igreja bem antiga, onde outrora
houve umas minas. Os 8 Land Rovers conseguiram engarrafar a aldeia, nas
suas ruas bem estreitas.



Já eram 19:00, pelo que eram horas de voltar ao hotel para jantar e
descansar um pouco. "Route to" Hotel Indalo e eis-nos a caminho, cerca
de uma hora de caminho. O Rogério conta-nos, via CB, a sua versão
pessoal da ligação entre D. João I e a Batalha de Aljubarrota, que
deixou os miúdos completamente baralhados, e em seguida a Mafalda, filha
do Jorge, que possui uma voz digna de entrar na Operação Triunfo,
brinda-nos com algumas canções. A brincadeira espalha-se ao mais
pequenos e depois aos graúdos, pelo que todos os LR tiveram que cantar
uma canção. Destaque para o Rui com uma versão especial de "A paixão" de
Rui Veloso dedicado ao grupo. A Margarida confessou mais tarde que a voz
dele está muito melhor, porque já se percebe qual é música que está a
cantar.



Com toda esta animação o GPS ficou a falar sozinho, pelo que descobrimos
um novo caminho até Mojácar.

Ao jantar comentávamos que os dois dias tinham sido maravilhosos, de
descoberta em descoberta, e que era difícil terem corrido melhor.



Estatísticas do dia:

- Total km: 153 km

- Paragens: 2h 12m

- Tempo em andamento: 5h 30m

- Média: 27,7 km/h



3º Dia - Mini-Hollywood

O dia acorda bastante bonito e o objectivo do dia é ir ao Parque
Temático Mini-Hollywood, que imita uma cidade do Oeste Norte-Americano,
com os espectáculos de Xerifes e Bandidos e Can-Can.

O parque é engraçado e os miúdos adoraram ver os espectáculos (com
enforcamento e tudo) e tirar fotografias com o Xerife. No parque existe
também um jardim zoológico bastante grande, pelo que andámos por lá a
passear até à hora de almoço e acabámos por lá almoçar também. Uma boas
horas de descontracção e distracção, em família e em grupo.



Depois de almoço decidimos voltar fazer o track do rio do primeiro dia,
agora em sentido inverso, até Níjar, onde pararíamos para fazer as
compras, conforme forte pressão das senhoras.



Iniciado o percurso, podemos novamente maravilhar-nos com aqueles
quilómetros muito bonitos. Podemos apreciar também que o piso estava
diferente, mais movediço, mas com menos água. Estávamos a ter o
privilégio de apreciar novamente aquele troço, noutras condições
atmosféricas, numa terra onde chove 10 dias por ano. Saídos do leito do
rio e já num belo estradão em direcção à estrada asfaltada, soa um
alerta pelo rádio. O DSE do Rogério não mete mudanças. Parada a
caravana, capot aberto a descobrir por onde é que estava a sair aquele
óleo. Consultados vários mecânicos por telefone e vistoriado o motor, é
feito o diagnóstico: tubo roto do radiador de óleo da caixa de
velocidades. Não havia meio de o arranjar ali. Ó Rogério, não era
preciso tanto para evitar levar as senhoras às compras!.

Estávamos a poucos quilómetros do asfalto e por bom piso, e o Rui
oferece-se para rebocar o DSE. Decide-se levá-lo até Sorbes, até ao
restaurante onde tínhamos almoçado na véspera.

Lá chegados e contactada a assistência em viagem, o DSE é colocado no
reboque, que o deixará no concessionário LAND ROVER de Almeria, na manhã
do dia seguinte.

Ficámos todos com o Rogério até o DSE desaparecer no horizonte, pois a
solidariedade é uma forma de estar dos landmaníacos.

Em seguida fomos para o hotel jantar, satisfeitos com este terceiro dia
de descanso, dedicado às crianças.



Durante o jantar, começou-se a discutir o percurso de regresso a
Portugal e decidimos ir em caravana por uma estrada de montanha da Serra
Nevada, em direcção a Portugal. Isto, claro, depois de deixar o Rogério
e seus acompanhantes, em Almeria junto ao seu DSE, e comprovar que tudo
estava resolvido.



À noite, houve samba e bailarinas brasileiras, e fomos dormir muito bem
dispostos, depois de uma sessão de anedotas ao luar, proporcionada pelo
Rogério e Capelli. O céu estrelado, mostrava que o bom tempo estava a
chegar e os miúdos, depois de jantar, juntaram-se novamente num
apartamento a fazer a suas brincadeiras. Foi difícil separá-los à
meia-noite.



Estatísticas do dia:

- Total km: 150 km

- Tempo em andamento: 3h 38m

- Média: 33 km/h



4º Dia - A neve

O dia acordou radioso. Em conversa com um habitante local, em Almeria
chove cerca de 10 dias por ano, e ele já não se lembrava de dois dias
seguidos a chover. Afinal S. Pedro continua a ser landmaníaco, pois
tinha-nos proporcionado essas condições tão especiais nos dias
anteriores.

Colocadas as malas nos LR, rumámos a Almeria para ver o que se poderia
fazer ao DSE. O concessionário confirmou o diagnóstico feito por nós, e
que a peça chegaria no dia seguinte. A companhia de seguros alugou um
Seat e pagaria as despesas de mais esse dia. Mais um dia de férias pagas
para o Rogério, Capelli e suas esposas.



Com o Rogério bem entregue, fizemo-nos à estrada, pois alguns de nós
tínhamos muitos quilómetros pela frente. A estrada de montanha era muito
bonita, sempre com a Serra Nevada como fundo. Almoçámos num restaurante
muito simpático em Ugijar, e o Paulo Marques propõe fazermos outra
estrada que passaria por um pico de 2000 metros, a atravessar mesmo a
serra para o outro lado. Alinhámos todos e foi bem bonito. Com aquele
sol radioso, parámos no pico a 2.000 metros de altitude, ainda cheio de
neve. As brincadeiras sucederam-se, a pequenada e os graúdos, bem
eufóricos com a situação. Depois de três dias de puro prazer e
entretenimento, o passeio ia acabar com neve, uma situação completamente
inesperada.



E as despedidas foram feitas ali, naquele cenário deslumbrante, com a
Mafalda a cantar um fado, ao vivo. Que bem que ela canta!



Eu e o Paulo Marques seguimos para Lisboa, o Rui, o Jorge e o Paulo
Oliveira, algures para o Sul de Portugal, o Luís e o Eduardo ficariam
por ali na Serra Nevada.



Cheguei a casa à 1 da manhã, após ter feito 1.009 km, a uma média de
93,6 km/h, com um tempo de condução de 10h e 46m (divididos com a
co-piloto), tendo atingido a velocidade máxima de 138 km/h. Cansado, mas
feliz.





Conclusão

Esta descrição é longa, porque aconteceu muita coisa ao longo destes 4
dias e só assim é possível transmitir tudo o que se passou.



Ficámos todos amigos, porque o grupo funcionou muito bem, sempre coeso e
todos temos vontade de fazer juntos mais viagens destas.



A navegação com GPS foi um êxito, e ficou provado que até é melhor que
seguir um road-book. Tem-se muito mais tempo para ver o que nos rodeia,
e é muito mais fácil arranjar alternativas para voltar ao percurso.
Obrigado Rui, que me ajudaste bastante na navegação. Fazer o percurso à
frente da caravana foi um privilégio, pois era o único a ver a bicharada
que ia surgindo.



Tivemos a sorte de ter arranjado uns tracks muito bons e foi uma
surpresa muito agradável irmos descobrindo as maravilhas do percurso.



Numa terra que chove 10 dias por ano, fizemos um leito de rio com água e
estradões cheios de lama. Obrigado S. Pedro, porque assim até podemos lá
voltar, para ver o tal deserto, pois desta vez estava tudo muito verde.



Como organizador do passeio sinto-me feliz por tudo ter corrido tão bem.
O melhor elogio que me podiam ter feito, foi perguntarem-me quando e
onde é que é o próximo passeio, organizado por mim, é claro. Nos vários
dias do passeio falou-se em Saragoça.

Para o ano há mais, pois eu também gostei de organizar e participar
neste passeio com estes amigos, que me deram o prazer da sua companhia e
simpatia.



Participaram neste passeio:



Miguel Ruela, Cristina, Filipa e André - Defender 90 Td5

Rui Marinho, Margarida, Rita e Mariana - Range Classsic 300 Tdi

Luís Botelho, Júlia e Camila - Discovery 300 Tdi

Paulo Marques, Paula e João - Defender 300 Tdi

Jorge Coutinho, Nora, Mafalda e Filipa - Discovery 300 Tdi

Paulo Oliveira, Cândida - Range Classic
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Rogério Coelho,Fátima,Cappelli,Cecília - Range DSE

Eduardo Coelho, Marília - Discovery 200 Tdi
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Mensagem por terracotta »

Para quando repetir?
Já tive a oportunidade de passear por aí sozinho e gostei bastante, embora não me aventurasse muito... a paisagem é fantástica!!
Abraço,
Nuno Mendes


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Mensagem por ruimarinho »

Os tracks estão à disposição da próxima equipe que queira repetir a brincadeira. É só pedir.
Saudações LR,
Rui Marinho
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Mensagem por ParolaGoncalves »

Boas.
Faria, andas distaído.
Em road books, está um "post", com cerca de 306 road books e o nº 151 é um dos que precisas.
Os 101 Passeios do Auto Aventura 4x4 também têm alguns passeios pela Serra Nevada, nomeadamente Lanjarón-Orgiva-Trevez, e outo Trevelez-El Barranco-Guadix.

Vê este site http://www.elgps.com/rutas.html
Um abraço.
Parola Gonçalves
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Mensagem por faria »

Boas, Parola realmente essa passou-me despercebida...
Agora infelizmente já estou de regresso! Tb não me tinha servido de nada os Road-Books, porque o meu RR quando o pus a subir a Sierra-Nevada resolveu fazer birra :yikes: ao fim de 10Km e partir o centro da Ventoinha... Dp vei-o o akecimento e lá tive de voltar para tras :bolas: :bolas:

Pode ser k lá volte pró ano... :cool:

AbRRaço
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Mensagem por sam_nunes »

Parola olha que não é ele que anda distraido :sing:
repara na data em que ele colocou o post e depois na data em que tu colocas-te o teu
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ParolaGoncalves
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Mensagem por ParolaGoncalves »

Boas.
É verdade.lolololo
. :dance:
:sing: :sing: :sing: :ohnao: :ohnao: :god: :god: :god:
Parola Gonçalves
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